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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Quatro Décadas Não São Quatro Dias

Fécum por Edu Manzano



Em uma sociedade conservadora e moralmente hipócrita como a nossa, que libera algumas drogas e proíbe outras, é preciso muita coragem para criar um personagem maconheiro.
Imagine esse personagem sendo criado não nos dias de hoje mas há quase 40 anos!!!!!
Pois Sérgio Jr criou o Fécum. Suas tiras foram publicadas em diversos fanzines, na época em que os impressos circulavam via correio e nem sonhávamos com blogs, sites e afins.
Sérgio Jr
Ele aparece  no traço de diversos desenhistas mas sempre com a mesma aparência, fumacê e  bom humor.
Tiras, ilustrações e charges onde o personagem, com seu nariz avantajado e cabelo cobrindo os olhos, fala o que bem entende e vive como bem quer.
Tira desenhada por Laerçon,
Sérgio Jr se prepara para uma grande comemoração em 2019, ano em que o personagem completará 40 anos.
Tudo indica que além de material impresso (Fécum 40 anos, é 10), ele também estará em CD! 
Com o crescente número de feiras de fanzines, o autor pode e deve se beneficiar dessa possibilidade para expor seu material e fazer com que muitas pessoas conheçam seu trabalho e outras recordem do cabeludo que surgiu na era pré internet.


sábado, 21 de julho de 2018

Origami


Mulher Cérebro deixando a perereca livre
                                                                                                           Na parte central do zinegami Pererecas Power, a Mulher Cérebro está soltando uma perereca (origami de Márcio Sno). A arte somboliza a liberdade feminina não em questão meramente sexual mas no aspecto geral, ante a sociedade machista que tenta impor prisões femininas.
Como é possível observar, tem mais duas pererequinhas...estou aprendendo origami mas até chegar ao padrão Márcio Sno vai demorar um pouco.rs

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Orixás: Sincretismo do nosso Brasil




As religiões de matriz africana foram incorporadas a cultura brasileira há muito, quando os primeiros escravizados     desembarcaram no Brasil, encontraram em sua fé e religiosidade uma forma de preservar suas tradições, seus idiomas nativos, conhecimentos

e valores trazidos da grande “mãe” África. E assim como tudo que fazia parte deste universo, tais religiões – apesar de sua influência e importância na construção de nossa cultura nacional – também foram muito perseguidas e, em determinados momentos da história, até proibidas. Já em nossa atualidade, os ataques mais expressivos às religiões de matriz africana vêm das chamadas religiões ‘neopentecostais’, que comumente as rotulam de ‘culto aos demônios’, ‘crendices’ e ‘feitiçarias’. Isso tudo, gera uma ignorância com relação a essas culturas e cria um ambiente de hostilidade, propício para intolerância, proporcionando sofrimento aos praticantes e a todos aqueles que fazem parte da população negra, que tem os seu direito de pertença e identidade racial muitas vezes negado em função do racismo (muitas vezes “maquiado”). Desde 1997, foi criado o Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela ONU (Organização das Nações Unidas) para a Educação, a Ciência e a Cultura visando proteger e reconhecer o patrimônio cultural imaterial, abrangendo as expressões culturais e as tradições de um grupo de indivíduos que preserva em respeito sua ancestralidade, para as gerações futuras.

A exposição “Orixás – Sincretismo do nosso Brasil” conta com peças exclusivas, assinadas pelo artista plástico Miguel Angelo, que retrata de forma lúdica, inspiradora, criativa, por meio de suas obras, adereços e imagens, referências na religiosidade das nações africanas, todo seu vasto, exótico e rico fundamento. 
Mostra que a criatividade pode ser plena, que o domínio de diversas técnicas podem transformar elementos simples em grandes obras e tendo o Candomblé / Umbanda como principais fontes de inspiração.


Visitação da exposição: 
de 2ª à 6ª, das 10h às 17h
Entrada franca
Data: 30 de julho 2018 a 31 de Agosto 2018.
Duração - 30 dias

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Ranzinza vai ser Hexa

O personagem Ranzinza não curte esse lance de sexualidade flexível ou líquida, como a modernidade costuma classificar todos que não se encaixam nos termos hetero, bi ou homo.
Aliás, o Ranzinza não entende e não quer entender do assunto.
Para ele o que importa é futebol.