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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O Oscar Branco e o Preconceito Velado

O Oscar 2016 ficará marcado  pela polêmica em relação aos atores negros não indicados e pela estatueta de melhor ator, finalmente nas mãos de Leonardo Di Caprio.
Filmes sobre a diversidade sexual, como Carol e A Garota Dinamarquesa, não tiveram destaque (Apenas Alicia Vikander ganhou como melhor atriz coadjuvante) e
Spotlight venceu como melhor filme, abordando os abusos sexuais na igreja católica.
Cate Blanchett(foto) não ganhou o Oscar esse ano mas ganhou milhões de suspiros, incluindo os meus.
O Menino e o Mundo, animação nacional de Alê Abreu, é  emocionante mas não venceu.
Tudo bem, brasileiros não desistem nunca.
 
 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Logo nova, vida nova

Com essa logo linda, criada pela Adrianinha, o cafofo pode até voltar.
Não mais com as postagens diárias, já que o facebook hoje cumpre esse papel.
No entanto, com uma tira, charge, cartum ou até mesmo um texto mais longo.
Hoje vai uma arte, para comemorar a logo nova.
 
 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O Preço da Inconsequência


O Inconsequente Coletivo 3 é uma prova de que a publicação independente brasileira vai muito além do recorte, cole e faça xerox.
A bela capa, declaradamente inspirada no Laerte (Piratas do Tietê) e com  fundo multicolorido, já é  indício da qualidade que virá a seguir:
Ótima diagramação de Bia Neves e páginas repletas de criatividade, com nomes e tendências variadas.
Lafaiete Nascimento
Por ser edição dessa natureza é óbvio que os leitores terão sua opção por esse ou aquele trabalho já que o editor, Lafaiete Nascimento, não fez uma reunião de autores com expressões semelhantes. Isso é muito bom quando a publicação coletiva não está atrelada a determinado tema.
Eu gostei da Dionéia, do próprio Lafaiete. A personagem é uma planta que devolve  o que recebe dos humanos e isso pode render muitas e muitas tiras.
Fica a impressão de que cada participante ofereceu seu melhor e a relação entre grafite e pinturas rupestres, no trabalho do Kiko Garcia( Kicomics), mostra que vem de longe a vontade de se expressar através de desenhos.
No final, o editor dá um salve para muita gente, inclusive para mim.
Valeu!
A impressão é da Atomic Books e quem quiser saber mais detalhes ou receber a publicação, pode escrever para o e-mail abaixo. O preço dessa inconsequência é 6 reais e vale muito mais.
 
 
Obs: capa e foto extraída do facebook do editor

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Espiritismo e o Casamento Gay

                   Richard Simonetti
 
            Não temos a posição do Espiritismo sobre o casamento gay, porquanto o assunto não foi abordado na Codificação, mas podemos, com base na liberdade de consciência preconizada pela Doutrina, considerar o elementar: não há por que opor-se a duas pessoas do mesmo sexo que decidam viver juntas, independente do fato de manterem ou não uma comunhão sexual.
            Observemos as questões abaixo, de O Livro dos Espíritos:
            Questão 200. Pergunta Kardec: Os Espíritos têm sexo?
            Responde o mentor: Não como o entendeis, porque o sexo depende da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na afinidade de sentimentos.
            Questão 201. Pergunta Kardec: O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar, em nova existência, o de uma mulher e vice-versa?
            Responde o mentor: Sim, são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.
            Se os Espíritos não têm sexo como morfologia, podendo reencarnar como homem ou mulher; se o que há entre eles é amor e simpatia, baseados na afinidade de sentimentos, o que os impede de cultivar um relacionamento afetivo com alguém do mesmo sexo?
            Qualquer par de homossexuais, masculino ou feminino, indagado quanto à natureza de seu relacionamento, nos dirá que é muito mais uma questão de comunhão afetiva do que carnal. Não fosse por isso, não haveria razão para viverem juntos.
            Nessa condição, têm o direito de formalizar em cartório a decisão, até por uma questão prática, envolvendo sucessão, herança, pensão, bens adquiridos em comum… Antes a lei determinava que esse contrato fosse celebrado por um casal. Hoje, em muitos países, inclusive no Brasil, essa exigência foi abolida.
            Considerando a semântica, há quem não admita a definição casamento para esse contrato social. Não vejo por quê. A língua portuguesa é muito generosa com relação às suas expressões.          Frequentemente apresentam vários significados, não raro até aparentemente contraditórios. O dicionário Houaiss diz, dentre outras acepções, que casamento pode ser uma associação ou uma aliança. Essas expressões, por extensão, contemplam a união entre duas pessoas do mesmo sexo, registrada em cartório para os fins legais.
            Só não podemos admitir um casamento espírita, nos moldes das religiões tradicionais, já que a Doutrina não tem ritos nem rezas, nem ofícios nem oficiantes. Aprendemos que todo ato de comunhão com a espiritualidade é eminentemente único e pessoal, um assunto entre nós e a divindade.
            Por isso, quem deseje pedir as bênçãos divinas para uma união matrimonial, para um filho que nasce ou um familiar que desencarna, deve fazê-lo pessoalmente, sem intermediação, elevando o pensamento na prece contrita.
            Demonstrando que o casamento gay transcende a mera questão sexual, não raro os parceiros, sejam do sexo feminino ou masculino, adotam filhos, formando uma família.
            Há quem não aceite, sob a alegação de que dois pais ou duas mães irão confundir a cabeça da criança.
            Atendendo a essa objeção, pergunta-se: o que é preferível, a criança experimentar o trauma de crescer num orfanato ou, pior, na rua, ou ser cuidada e educada num lar formado por dois pais ou duas mães? Considere, prezado leitor, algo ponderável: pesquisas com crianças educadas por gays revelam que não apresentam dificuldades no relacionamento social. Muitas se saem até melhor nos estudos.
            Tudo o que a criança precisa é de um lar ajustado, onde receba muito amor, não importando se é educada por homo ou heterossexuais.
 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Sem distribuição mas com determinação


Para fazer uma publicação alternativa chegar aos leitores, sem distribuição em livrarias e bancas, é essencial participar de eventos onde isso seja possível.
Mesmo com a internet proporcionando uma alternativa de divulgação e vendas, feiras de zines e atividades relacionadas são ferramentas indispensáveis.
Publicar é apenas o primeiro passo de um longa caminhada mas é assim que o setor independente vive e sobrevive, mesmo diante das dificuldades. Alguns lançamentos chegam a obter um destaque maior como Katita-Tiras Sem Preconceito que recebeu dois Prêmios Angelo Agostini (melhor lançamento e melhor roteirista).
A revista Picles Só Mulherada! também segue sem ampla distribuição mas com o trabalho louvável do Worney de Souza que deixa exemplares da publicação em algumas livrarias da capital paulistana.