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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Persistir não é assediar?

Insistir, persistir, assediar. 
Estamos em uma fase carnavalesca e em várias cidades, blocos de rua animam pessoas  querendo se divertir.
Na capital paulistana, a imprensa divulga continuamente que excessos desrespeitosos com as mulheres serão tratados como caso de polícia.
Aliás, assédio sexual é crime no Brasil inteiro.
Não é não.
Um beijo forçado é uma agressão.
A Katita, como mostra essa tira, usa a lábia e de maneira inocente finaliza com a frase que resume a persistência brasileira mas assédio não combina com ela nem com qualquer pessoa que respeita a vontade alheia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Nenhum direito a menos

Moska pousando no retrocesso. Uma letra e tanto!
Para ouvir, cantar, divulgar e não entregar os pontos...


Nesse momento de gritante retrocesso
De um temerário e incompetente mau congresso
Em que poderes ainda mais podres que antes
Põem em liquidação direitos importantes
Eu quero diante desses homens tão obscenos
Poder gritar de coração e peito plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse país em que se vende por ganância
Direito à vida, à juventude, e à infância
Direito à terra, ao aborto e à floresta
À liberdade, ao protesto, ao que nos resta
Eu grito: Fora! Esses homens tão pequenos
De interesses grandes como seus terrenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nessa nação onde se mata e trata mal
Mulher e pobre, preto e jovem, índio e tal
Onde nem lésbica, nem gay, nem bi, nem trans
São plenamente cidadãos e cidadãs
Não quero mais cantar meus versos mais amenos
A menos que antes seus direitos sejam plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse Brasil da injustiça social
E de uma tal desigualdade social
Queria ver os grandes lucros divididos
E os dividendos afinal distribuídos
Os bilionários concordando com tais planos
Se revelando seres realmente humanos
Não quero mais nenhum direito a menos

Nesse momento de tão pouca luz à vista
E tanto ataque ao que é direito e é conquista
Eu canto tanto desistência, o desencanto
Mas canto a luta, a rexistência, tanto quanto
E quanto àqueles que ainda pensam que detém-nos
Eu canto e grito à pulmões e peito plenos
Não quero mais nenhum direito a menos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Serias Virtuais

Nem todas as publicações da Katita estão disponíveis em versão virtual mas Maré-cheia...de sereia 
é um dos lançamentos que oferecem a opção digital para os(as) leitores(as).

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Katita, Dodô e Pitucha

Os bonequinhos confeccionados pela *Faby, além da massinha, tem detalhes em tecido. As calças da Katita e do Dodô são de jeans e a bandeira também é de tecido.

A Pitucha, meu anjinho de quatro patas (que partiu e deixou meu coração em frangalhos), brinca com o cabelo do Dodô.
Quem ama os animais sabe o quanto eles nos enchem de alegria e a falta que fazem ao partir...

* https://www.facebook.com/fabiana.claramarcos?ref=br_rs

sábado, 12 de janeiro de 2019

Karol Conka Morde e Assopra


Uma vez comprei um livro sobre mulheres do rap.
Entre outras coisas interessantes, relatos repletos de detalhes mostravam o quanto as mulheres desse estilo musical tiveram que batalhar para ter visibilidade e respeito.
Deixar de ser plateia e brilhar no palco incomodou muitos mas hoje as coisas parecem menos difíceis (sim, porque fácil mesmo não é; aliás nada parece fácil para a mulher).
Um dos grandes nomes do rap atual é Karol Conka.
Suas letras podem causar incômodo nos machistas e nos preconceituosos mas a curitibana nunca se intimidou.
Aborda questões delicadas, tocando nas feridas da sociedade retrógrada e quando abre aquele sorriso lindo, suaviza tudo e ilumina o mundo.
Morde, assopra e dá um beijo.
Quem resiste?